quarta-feira, 14 de julho de 2010

Free as a bird?



Li em algum lugar que a liberdade é uma coisa terrível. Clarice Lispector disse que era pouco. Renato Russo cantou que liberdade é ter coragem.
O que é liberdade então? Desapego, independência ou simplesmente uma habilidade de não se prender ou envolver com maior profundidade?
Eu não sei o que é, nunca soube, nunca fui livre.
Talvez o sentido de liberdade vá muito além daquele envolvendo barras e celas, prisioneiro e carcereiro; além do simples conceito de poder ir e vir quando se bem entender.
Acho que para a gente se sentir verdadeiramente liberto, tem que estar livre de paixões, que é, por sua vez, a coisa que mais nos aprisiona.
Paixão por aprender e por ensinar. Paixão por cozinhar ou por um perfume. Paixão por cinema e por colecionar livros. Paixão por aventura, adrenalina, pelo colchão da tua cama e pelos lençóis macios que embalam teu sono. Tudo isso nos prende, até mesmo a paixão pelo desconhecido te torna um escravo.
Blá blá blá!
Paixão, paixão mesmo é querer alguém loucamente. É desejar. É necessidade física de um cheiro e gosto que só uma pessoa pode saciar. E ao mesmo tempo também é necessidade emocional, é encontrar a paz e a calma apenas com o sentimento de plenitude que um único ser pode te proporcionar. É turbilhão...e depois calmaria.
Paixão. Liberdade.
Conquistar a liberdade plena deve ser algo além da nossa compreensão. Porque somos humanos e mundanos. Que sensação será essa, a de ser livre? Será que se compara àquela que sentimos quando nos apaixonamos? Sensação de queda livre, se jogar sem medo dentro de uma emoção é como eu definiria a paixão. Liberdade, não sei, nunca vi. Nem pagaria para ver.

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