sábado, 18 de setembro de 2010

Loucura

Abrace sua loucura antes que seja tarde demais

Acho que o Caio Fernando Abreu sempre teve uma forma muito própria de demonstrar seus sentimentos através de frases inconfundíveis. Há um toque de melancolia e tristeza, mesclada com doçura e desespero em vários de seus textos. 
Loucura é perdição, submissão e rendição total a algo que está além do nosso controle.
Abraço é aceitação, carinho e proteção de algo que está ao nosso alcance.
Antes que seja tarde demais...antes que tudo se acabe. Ou até mesmo antes que se tenha a chance de começar. 
Abrace sua loucura, ele escreveu.  
Agarre-a com unhas e dentes, segure com todo o aconchego que a insanidade é capaz de proporcionar. Perca-se com ela e nela...vá tão longe quanto possível, até onde os delírios possam lhe carregar. Livre-se de qualquer temor e seja forte e destemido para aceitar o fato de que, durante seus devaneios, os limites não têm importância.
Envolva-se e desfrute todo o encanto dessa entrega, afinal há um prazer na loucura que só os loucos podem conhecer.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sweet November

                  November is all I know, and all I ever wanna know”

Particularmente não sou fã de filmes românticos. Doce Novembro não mudou minha opinião. Mas dia desses, enquanto ‘espiava’ alguns trechos desse filme, me deparei com algumas frases interessantes.
Basicamente, a estória é de uma mulher (Charlize Theron) que, sem motivo aparente, escolhe um cara para ajudar por um mês inteiro. O cara da vez é Nelson (Keanu Reeves), e durante o mês de novembro ela se dedicará total e somente a ele, irá ajudá-lo como puder, através de dicas de como se viver melhor e outras filosofias baratas. Sexo também faz parte do pacote. Ela é doce e generosa; ele é cético, duro e egoísta. Acabam se apaixonando, claro.
Em determinado momento, ele pergunta por que essa relação só vai durar um mês. Ela responde que um mês é longo o suficiente para ser significativo, mas curto o bastante para não envolvê-los demais.
Isso me fez pensar. Quanto tempo é necessário para que um relacionamento seja significativo e relevante? De quanto tempo duas pessoas vão precisar para construir algo que seja profundo, que seja capaz de enraizar sentimentos e lembranças?
Um mês, um ano?
Muito tempo, eu diria. Mas não aquele tipo de tempo que se conta, e sim aquele que se vive. Longas conversas serão necessárias (especialmente se você for geminiano), trocas de opiniões. Respeito. Beijos intermináveis, carinho e carícias. Desejo. Em algum momento o silêncio tem que se tornar confortável e a ausência da outra pessoa desconfortável. Intimidade.
É como se fosse um processo, até que se sinta na pele e no coração que tudo que se está experimentando é bom. E que você quer mais. Quando você se der conta de que precisa de mais, só então você pode ter certeza de que está vivendo algo significativo.
É como acordar uma manhã, lembrar dessa pessoa que agora faz parte da sua vida e pensar: “this is it, life will never be better, or sweeter than this.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Impulso

                Clementine:  You know me, I'm impulsive.
                                         Joel:That's what I love about you.

Vem do pulso, que pulsa. Pula. Um pulo, um salto, sem rumo. Não dá pra voltar atrás.
Agir impulsivamente é não ter controle sobre si próprio, é esquecer a droga da razão e da ponderação...e colocar em ação a emoção. Afinal é isso que importa, certo? A coisa mais pura e verdadeira que temos é aquilo que sentimos.
Mas quer saber? Já cansei de ser impulsiva, acabo lamentando as bobagens que eu falo ou faço. E isso tá me fazendo pensar: até que ponto vale à pena deixar o que sentimos tomar conta e rédeas de nossas vidas?
Bom, se você é uma pessoa normal deve estar achando o que escrevi uma bobagem. Mas alguém que nem eu, que não sabe usar os freios que tem (se é que tem!) vai me entender perfeitamente.
Descontrole e impulso são palavras diretamente ligadas. Desastre e arrependimento também.

Culpe o tempo


Timing is everything. Até mesmo para o amor. Não para que ele exista, mas para que ele sobreviva.
Analisando bem, até para que ele exista deveria ter uma hora certa. Mas, se pensarmos assim, logo vamos querer a pessoa certa, no lugar certo, num bom momento, ou seja, a perfeição.
Talvez em apenas alguns momentos perdidos no meio do caos, no meio da tarde, escondida em algum lugar e momento mágico, a perfeição possa existir: quando ninguém está olhando e tudo que a gente pode fazer é sentir, ao invés de ser.
Agimos certo sem querer? Não, nem sempre agimos certo. 
A resposta não está nem no passado que machuca nem no futuro que traz incertezas. A resposta está no agora. Se pudéssemos nos entregar de olhos fechados...mas o amor não é cego, after all. Se tudo que importasse fosse o ‘eu te amo’, mas precisamos ouvir mais. O amor quer trilha sonora. Se sentir o amor bastasse...mas não; temos teorias, opiniões, pressentimentos e intuições. Amar exige certeza.
Uma paixão nem sempre resulta em amor, mas amar alguém resulta em muitas coisas: há o ciúme, a carência, o desejo e uma interminável lista de emoções que estão intrinsecamente ligadas ao ato de amar. 
E coordenando tudo isso está o tempo, certo ou errado, arrastado ou rápido demais, sem esperar por ninguém, oferecendo esperança ou desilusão.
Foi só o tempo que errou
Não, ele não errou. The moment is gone. Goodbye.