“November is all I know, and all I ever wanna know”
Particularmente não sou fã de filmes românticos. Doce Novembro não mudou minha opinião. Mas dia desses, enquanto ‘espiava’ alguns trechos desse filme, me deparei com algumas frases interessantes.
Basicamente, a estória é de uma mulher (Charlize Theron) que, sem motivo aparente, escolhe um cara para ajudar por um mês inteiro. O cara da vez é Nelson (Keanu Reeves), e durante o mês de novembro ela se dedicará total e somente a ele, irá ajudá-lo como puder, através de dicas de como se viver melhor e outras filosofias baratas. Sexo também faz parte do pacote. Ela é doce e generosa; ele é cético, duro e egoísta. Acabam se apaixonando, claro.
Em determinado momento, ele pergunta por que essa relação só vai durar um mês. Ela responde que um mês é longo o suficiente para ser significativo, mas curto o bastante para não envolvê-los demais.
Isso me fez pensar. Quanto tempo é necessário para que um relacionamento seja significativo e relevante? De quanto tempo duas pessoas vão precisar para construir algo que seja profundo, que seja capaz de enraizar sentimentos e lembranças?
Um mês, um ano?
Muito tempo, eu diria. Mas não aquele tipo de tempo que se conta, e sim aquele que se vive. Longas conversas serão necessárias (especialmente se você for geminiano), trocas de opiniões. Respeito. Beijos intermináveis, carinho e carícias. Desejo. Em algum momento o silêncio tem que se tornar confortável e a ausência da outra pessoa desconfortável. Intimidade.
É como se fosse um processo, até que se sinta na pele e no coração que tudo que se está experimentando é bom. E que você quer mais. Quando você se der conta de que precisa de mais, só então você pode ter certeza de que está vivendo algo significativo.
É como acordar uma manhã, lembrar dessa pessoa que agora faz parte da sua vida e pensar: “this is it, life will never be better, or sweeter than this.”

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