É aquele incapaz de despertar afeição genuína e recíproca, que sofre da falta de amor e, frequentemente, se ressente disso.
O principal indício de que você está na presença de um mal amado é a inveja evidente, disfarçada de doses ácidas de cinismo e deboche.
O alvo prioritário do mal amado é a felicidade alheia (já que alegria é coisa tão escassa na vida desses indivíduos) e ele se alimenta das sobras e restos de contentamento que respingam de pessoas próximas a ele.
O mal amado é um ótimo conselheiro, porque ele finge como ninguém saber sobre a vida, amor, amizade (afinal ele é um observador!), mas suas opiniões têm sempre o objetivo de causar desconfiança, dúvida e sentimentos negativos nas pessoas que, por uma infeliz coincidência, convivem com tais indivíduos.
Afinal o mal amado só experimenta algo próximo à felicidade, com a adversidade dos outros. Ele precisa que os que o rodeiam sintam o gostinho azedo do desamor, só assim ele consegue se sentir realizado na sua perversidade vazia e solitária.
A solidão é a melhor amiga do mal amado.
A dor mais freqüente do mal amado é a de cotovelo.
A cura?
Get a life, loser!

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